Detran-SP testa veículos com câmeras em testes práticos

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O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) vem testando em São Bernardo do Campo, ABC, um projeto que pretende monitorar examinador e condutor durante os testes práticos de direção para a categoria B, de carro.

O objetivo do monitoramento é tornar o exame mais preciso, coibindo irregularidades como o pagamento da chamada “quebra” pela aprovação.

A principal vantagem do projeto é aprovar apenas os melhores motoristas. “O intuito é também aprimorar a formação dos condutores, o que é essencial para tornar o trânsito mais seguro”, afirma Neiva Aparecida Doretto, diretora-vice-presidente do Detran-SP.

Enquanto, atualmente, as provas práticas são realizadas em carros da própria autoescola, os testes em São Bernardo do Campo são feitos em veículos contratados pelo Detran-SP, equipados com câmera e microfone, que devem propiciar um resultado mais preciso por meio da comparação entre os dados obtidos e as informações repassadas pelo examinador.

Na prática, tanto o candidato quando o examinador terão que se identificar por impressões digitais, no começo e no final da prova. As cinco câmeras disponíveis no carro vão identificar o que acontece dentro e fora dele, registrando o comportamento dos ocupantes, o percurso, além de toques do carro no momento de baliza, uso das setas e até mesmo aceleração excessiva, entre outros pontos.

Os testes do projeto, que começaram no início de setembro, não têm ainda previsão de se tornar obrigatório em outras cidades de São Paulo, segundo o Detran-SP. De acordo com nota emitida pelo órgão, deverão ser consideradas tanto a viabilidade técnica quando financeira do projeto.

“Ainda não há prazo definido para a implantação da prova prática monitorada. A partir dos resultados do projeto-piloto, o Detran-SP definirá como será feita a expansão”, diz a nota.

A inovação não deve acarretar em mais custos para o candidato que vai obter a carteira de motorista, segundo a nota, que ainda ressalta que apenas cerca de 10% dos custos com a habilitação vão para o órgão.

“O restante é pago diretamente aos prestadores de serviço, como autoescolas, médicos e psicólogos. Portanto, é imprescindível que o candidato cobre uma formação de qualidade por parte das autoescolas”, acrescenta.

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